Meu Pequeno Universo


Quinta-feira , 28 de Fevereiro de 2008


Para todos aqueles que visitam este blog ou visitarão...

 

Há algum tempo já posto em outro blog meu, devido a severos problemas com o UOL como servidor de blogs... Portanto, o novo endereço é www.meuuniversoemexpansao.blogspot.com

 

Deade já agradeço a todos...

Escrito por DIE às 01h40
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Sexta-feira , 01 de Fevereiro de 2008


    É a gota d´água...
    Talvez aquela madrugada fosse mais que uma madrugada. O sol que raiava, já raiava triste por saber que teria que nascer. Os carros na rua passavam novamente cheios daquela irrelevância de anos atrás. A vida parecia mais não ter graça.
    E talvez eu tenha percebido que o encanto se acabou. Que a graça de toda a vida na verdade era simplesmente uma mentira, e que não existia a maldita graça. O dia erguia-se cada vez mais cinza, não sei se era somente a fumaça dos carros ou a depressão que caía sobre a cidade.
    O romantismo se desfez na avenida... A ilusão de uma vida feliz talvez tivesse esquecido sobre o farol para pedestre e foi atropelada pelo caminhão de carga que passava naquele momento... O dia havia sido feliz, um dia...

 


"There is nothing you can do to help me now
  I am lost within myself as so many times before
   There’s nothing you can do to ease my pain
    I am so, so sorry but if you love me you must let go"
   (Pain of Salvation - Chain Sling)

 


"I never knew your name but I will miss you just the same
  I was to live for you
   I lost the will to live at all the day you came
    It’ll never be the same but I will love you just the same
     You were to be the first, how wonderful
      Now I will always fear to hope again"
   (Pain of Salvation - A Trace of Blood)

 

 

"Let me go
Let me go
Let me seek the answers that I need to know
Let me find a way
Let me walk away
Through the undertow
Please let me go

 

Let me fly
Let me fly
Let me rise against that blood red velvet sky
Let me chase it all
Break my wings and fall
Probably survive
So let me fly
Let me fly

 

Let me run
Let me run
Let me ride the crest of chance into the sun
You were always there
But you may lose me here
Now love me if you dare
And let me run

 

I’m alive
And I am true to my heart now
I am I
But why must truth always make me die?

 

Let me break
Let me bleed
Let me tear myself apart I need to breathe
Let me lose my way
Let me walk astray
Maybe to proceed
Just let me bleed

 

Let me drain
Let me die
Let me break the things I love I need to cry
Let me burn it all
Let me take my fall
Through the cleansing fire
Now let me die
Let me die...

 

Let me out
Let me fade into that pitch-black velvet night..."
   (Pain of Salvation - Undertow)

 

 

"Such a lonely day
  And it's mine
   It's a day that I'm glad I survived"
   (System of a Down - Lonely Day)

Escrito por DIE às 00h19
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Quarta-feira , 26 de Dezembro de 2007


 

    ...E as luzes na cidade piscavam por todas as ruas naquela noite. Junto com os pingos de chuva que batiam no vidro do carro, o brilho verde, amarelo e de todas as outras cores das pequenas luzes da cidade ainda se faziam aparecer em meio a chuva e a tristeza que caía...
    Acho incrível essa época do ano. A bondade que supomos que tivéssemos no ano todo, pelo menos mostramos no Natal. Incrível como sorrisos são ouvidos da rua, a felicidade em reencontrar os velhos parentes, algumas vezes há tanto não vistos, estando juntos novamente ao seu lado.
    E nesse meio me encontro, voltando para casa e olhando para as luzes que piscam... Apesar de tudo que possa acontecer ao seu redor, elas ainda piscam, como pequenas fagulhas de esperança em meio ao caos da cidade...

    ...Talvez eu não ame o Natal, talvez ame o que as pessoas se tornam no Natal... Não sei, gosto da sinceridade das pequenas lampadinhas trazendo uma esperança há tanto esquecida para as pessoas...

 

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    Não que pareça besteira mas, esse ano foi muito feliz para mim. Descobri aos poucos, no fundo, verdadeiras amizades que quero carregar para sempre em minha vida. Alguns corações que me tenho um amor de irmãos... E descubro neles aos poucos o quanto eles me completam...
    Não quero parecer bobo, um romântico louco, um boêmio varrido... Quero apenas parecer verdadeiro.

  
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    E que a chuva caia... E com ela, lave minha alma e traga novos sentimentos de felicidade. Eu deixo que a chuva caia sobre o meu rosto, uma nova esperança em cada gota, em cada lágrima...
    E brinco com as poças, lembro dos meus tempos de criança... A vida era tão mais simples e sem tantas proibições, sem tantos jogos e tantas charadas quanto hoje. Desacredito nas palavras tolas dos adultos e libero-me uma vez mais somente eu mesmo e a chuva. 
    Danço como se não houvesse amanhã, como se as gotas e a água que caem fossem minha esperança, minhas memórias, minha compaixão... O rosto e as costas encharcadas, olho para meus braços e vejo que minha felicidade não se constrói somente dos meus pensamentos... Vejo as marcas do que é lutar para ser feliz em meus pulsos, em minhas mãos.
    Ergo-me da piscina que se forma onde piso e vejo a chuva revelando em minhas pernas as marcas de longas caminhadas atrás de meus sonhos, e vejo que somente elas é que podem me levar até lá... Não há mais ninguém ou objeto que possa me levar até lá além de mim mesmo..
    E agora olho para o espelho d´água que se forma sob meus pés. No frio concreto, surge um parecer de natural, uma poça de humano, a me olhar e me dizer os maiores segredos. Sussurros baixos ecoando na água agitada com os ansiosos pingos que ainda caem para participar daquele momento. Tudo que ela me diz é simplesmente duas palavras: "Sonhe Alto...". E as águas param de se agitar, com o fim da chuva...
    Os pingos param de cair como se o momento já tivesse cessado. E agora, no espelho d´água vejo meu próprio rosto e percebo que talvez esse simples momento, esse mísero sonho e pobre esperança que se passou pela minha mente, tenha me feito alguém melhor e mais feliz...

 

"He had enough
  He couldn't take anymore
   He'd found a place
    In his mind and slammed the door
     No matter how they tried
      They couldn't understand"

                      (Judas Priest - Beyond The Realms Of Death)

 

"She walks these empty streets alone
  Hiding from something they call "home"
   Hoping to find some peace of mind
    Sometimes we need to walk alone

 She is set on running away
  Though her mom was yelling she must stay
   A wind beaten bird for reasons unheard
    Sometimes it is best to run away

 So fly away, fly away, fly away
  Don't be afraid, don't hesitate, fly away
   But She's afraid, she's afraid, she's afraid
    Anyway
 See those eyes, see those eyes, see those eyes
  Hate and lies, a fire that slowly dies
   But She will fly, she will fly, she will fly
    Before it dies"

                                      (Pain Of Salvation - In The Flesh)

 

"In seven years ago I'll see a man
  A moment stretched out over years
   His eyes just flicker and then something changed
    An empty cage, a crimson bud, sprung out in mud

 Let it rain

 

 Enter rain...
  (a city rose)
   (a street of blood)

 In two seconds I will hit the ground..."
                        (Pain Of Salvation - Enter Rain)



 

 

Escrito por DIE às 02h09
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Quinta-feira , 20 de Dezembro de 2007


A Velha Menina de Minhas Madrugadas


...E de tantas vezes que a ouvi dizer
Que nada mais fazia sentido,
Que por vezes o mundo tinha descabido
O modo que o mesmo voltava a viver...

...E madrugadas comentando sobre a rotina
Entre contos e risadas
Mas entre tristezas, imagens arrasadas
De como a nossa vida desatina.

...E ignora o tempo, a velha criança em corpo de menina
Que ri de toda a vida
E sonha, e joga, esquecida
Do tempo que a vida termina...

...Talvez a pessoa mais incrível que eu conheça
Entre tantas, sensível a tudo
E a todos que giram com seu mundo
Que para sempre com ela a felicidade permaneça...

 

 

Para uma pessoa especial, e por toda a alegria que ela traz ao meu dia... Obrigado de coração...

Escrito por DIE às 03h07
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     Se me pedissem hoje para escrever um poema, talvez escrevesse sobre a tristeza do meu dia, ou talvez sobre a chuva que caía forte na minha janela ou a mesma que me molhou quando fui passear... Talvez ainda sobre a solidão do meu dia, ou na imensidão do tempo...
     ...Talvez eu escrevesse sobre minha saudade dos amigos queridos... Não não, é clichê demais. No desejo de poder ter a felicidade que tanto sonho... Não! "Piegas" demais.
    Ou ainda na saudade dos velhos tempos de escola, da minha juventude... Também não. Ou ainda no meu sobrinho que logo virá para a família? É... não é a hora. Ou sobre meu irmão e seu cansaço, minha mãe e sua crença um tanto quanto hipócrita ou meu pai e sua falta de tempo... Ou ainda, no dia ensolarado que espero que comece amanhã...
    Talvez eu escrevesse feliz pelo aniversário de minha namorada, talvez triste pelo dia que ela passou. Ainda mais depois de tudo isso...

 

    E assim largo minha caneta sobre a velha folha de papel do mesmo caderno que escrevo meus textos. Levo minhas mãos a face e penso o porquê disso... Mas principalmente a questão que me vêm é: "Qual o motivo de eu necessitar tanto escrever e colocar sobre o papel o caos que carrego na cabeça?"
   Tento me distrair, talvez pensando em algum motivo para escrever sobre o sofrimento alheio, a ajuda a prestar a algum querido ou ao amor mas... Percebo que não quero e nunca quis escrever sobre mim...
   Talvez, não queira mostrar para todos um caos que ninguém entenderia...

 

   ...Mas bom, acho melhor deixar para escrever outro dia...

 

"Home Is Where Your Heart Is"
        (Pain Of Salvation - Home)

"I Never Knew Your Name
  But I´ll Miss You Just The Same"
        (Pain Of Salvation - A Trace Of Blood)

"Preste atenção o mundo é um moinho
  Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
   Vai reduzir as ilusões a pó.

 

Em cada amor
 Tu erdarás só o cinismo, quando notares estás a beira do abismo
  Abismo que cavaste com teus pés."
       (Cartola - O Mundo É Um Moinho)

Escrito por DIE às 02h20
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